sábado, 25 de fevereiro de 2023

Esperanças sempre se renovam

 

Março de 2007


Junho de 2007


Setembro de 2009


Dezembro de 2011

Fevereiro  de 2023



Hoje, fevereiro de 2023, sempre que passo por esse jardim, não consigo me esquecer de como ele era no passado. Antes, um toco de eucalipto queimado. Árvore antiga que teve seu fim, como tudo na natureza. 

Felizmente, esperanças sempre se renovam.

A partir de 2006,  o professor Moraes (hoje ele trabalha em outra escola) comprou a seguinte briga, no bom sentido: reflorestar nosso colégio. E um desses espaços correspondia a atual pracinha entre a sala de informática, o bloco A e o bloco C do Centro de Ensino Médio Taguatinga Norte. Observe como foi o desenvolvimento da pracinha, a partir das datas citadas (data de criação informada nas propriedades)

Foi trabalho árduo. Vários alunos, de forma completamente voluntária e sem a contrapartida de nota,  acreditaram na proposta daquele professor. 

Atualmente, há tanta sombra produzida que as salas de aula ao redor são arrefecidas. E, inclusive, há bancos para que possamos descansar. Se você conhece o local, concordará comigo.

O escritor bíblico, quando afirmou 'quero trazer à memória o que me pode dar esperança' (Lamentações de Jeremias capítulo 3, versículo 21 - ARA) em um contexto de extrema dificuldade, aflição e pranto, deixou, sem saber, um conselho para mim e para você. 

Sempre que pedras aparecerem no nosso caminho e você tenha vontade de desistir, faça uma varredura dentro do seu coração e busque algo que possa servir de incentivo para seguir em frente.

No meu caso, entre outras experiências motivadoras, a história desse jardim me impulsiona. 

Felizmente, esperanças sempre se renovam.

Fernando Fernandes
    
       






Impressões


Publicado originalmente no blog pherrocha.blogspot.com 
em 22 de junho de 2021, também de minha autoria. 
Lá, há outras postagens.

     Ainda pelas minhas andanças pela Asa Sul, em um dos momentos da fuga de casa em meio à pandemia que assola a cada um de nós, deparei-me com o cenário acima. Um órgão público do GDF, entre a edificação e o estacionamento.
     Que vontade eu tinha de estar ali. Antes, porém, registrei a cena digitalmente. “Que mico!”, Pensei. Hesitei. Por fim, desfrutei meu carpe diem em um daqueles assentos.
     'Carpe Diem' e 'Locus Amoenos' - você deve se lembrar - são expressões latinas utilizadas na literatura para traduzir a experiência de viver seu sonho em um local aprazível. Exatamente o que a mídia propaga ao divulgar suas viagens paradisíacas e, por extensão de      significado, no desejo de posse de determinado bem (automóvel, celular, etc).
Por outro lado, lembrei-me dos versos de Vinícius de Morais: Como a criança que vagueia o canto / Ante o mistério da amplidão suspensa / Meu coração é um vago de acalanto / Berçando versos de saudade imensa. Sim. É o vazio de algo necessário na alma do eu lírico ou algo que precisa preencher esse 'vago de acalanto'.
     Por fim, sem nada combinado de véspera, enviei a imagem acima para o WhatsApp da minha esposa e pedi-lhe que respondesse à seguinte pergunta: O que vem ao seu coração a partir da imagem?
      E a sua impressão sobre os dois bancos em ângulo de 90 graus chegou até mim, palavras transcrevo:

“O silêncio ambiental mostra como dói não ver
 e ouvir a voz de 
outra pessoa. 
Muitas vezes, ficamos presos 
a padrões que 
a sociedade nos impõe e nos esquecemos 
do mais importante que é 
o relacionamento saudável entre nós, 
seres humanos. 
Com a pandemia, estamos nos sentindo assim, 
como a imagem dos bancos seriados 
por uma grama ou uns passarinhos que aparecem 
para alegrar o ambiente que, um dia era cheio 
de calor humano. 
E hoje, resta só o vazio”.



       O que vem ao seu coração a partir da imagem?

Fernando Fernandes

sábado, 11 de fevereiro de 2023

Sessenta anos

 



Há dez anos, chequei bem cedinho para fotografar você.

Naquele nove de abril de dois mil e treze, você estava divina. Não é qualquer dama que chegava aos cinquenta com tanta fulgurância.

Dez anos se foram. Outras pedras apareceram no seu caminho. Mas você sabia que a vida valeria mesmo a pena embora o pão fosse caro e a liberdade pequena

Lembra-se do professor Wilson, seu filho mais ilustre? Hoje, ele continua em nossos corações e, inclusive, empresta o seu nome ao nosso auditório. E das dores causadas pela pandemia do Coronavírus? E quando a Meire partiu? Quanta dor! Quanta insegurança! Você sobreviveu! Só mesmo quem  acompanhou você nesses últimos tempos foi capaz de compreender tão grande sofrimento e como você se superou.

Mas você também vivenciou inúmeras alegrias. Quantos estudantes seguiram novos rumos em sua vida graças à sua influência, aos seus conselhos e, porque não, aos seus puxões de orelhas.

Sessenta anos. Para alguns, metáfora para assentos preferenciais em transporte público, não obrigatoriedade de encarar filas, cabelos brancos, musculatura em processo de enfraquecimento, olhos em processo de perda de brilho, flacidez na pele, etc.

Sessenta anos. Para mim, a certeza de que sua juventude é ímpar. O verde que há em você revela todo o seu esplendor. Homens e mulheres que corporificam você são inebriados da garra inerente ao seu caráter.

Sessenta anos. 

Eternos anos.


Fernando Fernandes


Persistência



Um gato

sem sapato.


A atenção a quem entra.

A atenção de quem entra.


Uma aula 

sem celular

sem conversa paralela

sem piadinhas

sem soninhos.


Qualquer semelhança

é mera coincidência.


Fernando Fernandes